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THOR: um poderoso biomarcador epigenético e potencial alvo terapêutico no cancro da mama

Área científica: Ciências Biomédicas/Oncobiologia/Biomarcadores no Cancro da Mama

 

Resumo: O cancro da mama é o tipo de cancro mais comum e uma das principais causas de morte entre as mulheres em todo o mundo. Neste estudo, investigamos a região hipermetilada oncogénica do gene TERT, denominada de THOR, como um biomarcador epigenético no cancro da mama. Descobrimos que a hipermetilação de THOR está significativamente associada ao aumento da expressão do gene TERT em tecidos malignos. A desmetilação direcionada da região THOR em linhas celulares de cancro da mama mostrou que a remoção desta marca epigenética reduz a expressão do gene TERT e impede o desenvolvimento de características cancerígenas, tendo o mesmo sido observado num estudo realizado em ratinhos. Estes resultados sugerem que a hipermetilação de THOR pode ser um mecanismo chave na regulação genética de TERT e um alvo promissor para diagnóstico e terapia no cancro da mama..

Autores: Joana Dias Apolónio, Daniel Pestana, Mónica Teotónio Fernandes e Pedro Castelo-Branco

Revisão feita por: Bernardo Fonseca e Inês Medeiros coordenados pela Professora Helena Paneiro Gonçalves, na Escola Secundária José Belchior Viegas, São Brás de Alportel.

Da madeira ao cabelo: lignina como fonte natural para condicionadores e champôs

Área científica: Química

Resumo: Alguns dos agentes condicionadores utilizados atualmente apresentam baixa biodegradabilidade e elevada toxicidade para organismos aquáticos. Além disso, os consumidores também são cada vez mais conscientes dos problemas ambientais e optam cada vez mais por produtos de origem natural. O desenvolvimento de novos materiais sustentáveis que possam atuar como agentes condicionadores e competir com os produtos tradicionais obtidos a partir de fontes não renováveis é altamente desejável.

Autores: Catarina Fernandes, Bruno Medronho, Luís Alves e Maria Graça Rasteiro

Revisão feita por: Alunos do ano 10.º B do curso de Ciências e Tecnologias, coordenados pelos Professores Emanuel Bettencourt (Física e Química), Conceição Cativo (Biologia e Geologia) e  Susana Silva (Português e Diretora de Turma), na Escola Secundária Francisco Fernandes Lopes, Olhão.

Variações sazonais na sismicidade dos Açores

Área científica: Sismicidade oceânica, modulação sazonal

Resumo: A análise estatística do catálogo sísmico dos Açores (2008–2018) mostrou existirem mais sismos durante os meses de verão, entre Maio e Agosto, do que durante os meses de inverno. Embora em ambiente continental a sazonalidade dos sismos tivesse já sido detetada e associada a flutuações nas cargas hidrológicas, este fenómeno nunca tinha sido observado à escala sazonal em ambiente oceânico. No decurso da nossa investigação encontrámos correlações significativas entre a taxa de sismicidade e várias anomalias associadas a flutuações de massas de água, tais como variações do nível do mar, anomalias gravimétricas do satélite GRACE e indicadores de pressão no fundo do oceano.

Autores: Ana L. Lordi, Maria C Neves, Susana Custódio e Stéphanie Dumont

Revisão feita por: Estudantes de 12º ano que se dividiram em vários grupos. Grupo 1: Margarida, Catarina, Rodrigo e Luís do curso de Ciências — Grupo 2: Hugo Carmo e Lucas Jacinto do 12º ano do curso Cientifico-Humanístico de Ciências e Tecnologias — Grupo 3: Iara Bebiano, Leonor Cabrita, Sara Araújo do 12º CTA do curso de Ciências e Tecnologias — Grupo 4: Pedro Flores da Silva do do 12º CTA do curso de Ciências e Tecnologias — Grupo 5: Patrícia, Margarida e Camila do 12.º ano de Ciências e Tecnologias — Grupo 6: Vitória, Mélanie, Carolina, Maria e Lara alunas do 12º ano, do curso de Ciências e Tecnologias. Grupo 7 — Filipa Coelho, Inês Braz e Joe Norris do 12º ano do curso Ciências e
Tecnologias.,
 coordenados pelo Professor João Miguel Pereira Guedes, na
 Escola secundária de Silves.

O papel essencial do Mob4 na espermatogénese em Drosophila melanogasters

Área científica: Espermatogénese/Genética em Drosophila melanogaster

Resumo: Os polifenóis são compostos bioativos de grande interesse devido, entre outras, às suas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, anticancerígenas e antirradicais. São, por isso, moléculas com potencial impacto benéfico na prevenção e tratamento de muitas doenças, como leucemia, Alzheimer, doenças cardiovasculares, etc. Esses compostos estão naturalmente presentes numa infinidade de plantas e frutas, e também em muitos resíduos florestais, como agulhas e cascas de pinheiro, descartados anualmente (milhares de toneladas) nas inúmeras operações madeireiras em Portugal. O principal objetivo deste trabalho incidiu na otimização de um método de extração de polifenóis desses resíduos florestais. Para isso, foram utilizados solventes eutéticos profundos (DES), solventes que se enquadram nas premissas da "química verde", e que mostraram uma superior performance de extração de compostos bioativos (com relevantes propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias) relativamente a solventes tradicionais. Estes solventes podem também ser reciclados e reutilizados, cimentando o seu papel sustentável no fracionamento de biomassa florestal com notável rendimento de extração e perfil ambiental favorável.

Autores: Bruna I. Oliveira, Inês Santos e Álvaro A. Tavares

Revisão feita por: Estudantes de 12º ano que se dividiram em vários grupos. Grupo 1: Margarida, Catarina, Rodrigo e Luís do curso de Ciências — Grupo 2: Hugo Carmo e Lucas Jacinto do 12º ano do curso Cientifico-Humanístico de Ciências e Tecnologias — Grupo 3: Iara Bebiano, Leonor Cabrita, Sara Araújo do 12º CTA do curso de Ciências e Tecnologias — Grupo 4: Pedro Flores da Silva do do 12º CTA do curso de Ciências e Tecnologias — Grupo 5: Patrícia, Margarida e Camila do 12.º ano de Ciências e Tecnologias — Grupo 6: Vitória, Mélanie, Carolina, Maria e Lara alunas do 12º ano, do curso de ciências e tecnologias. Grupo 7 — Filipa Coelho, Inês Braz e Joe Norris do 12º ano do curso Ciências e Tecnologias., coordenados pelo Professor João Miguel Pereira Guedes, na Escola secundária de Silves.

O impacto do ruído de barcos na reprodução de um
peixe que comunica por sons, o xarroco

Área científica: Ciências marinhas, efeitos antrópicos

Resumo: Neste estudo investigou-se os efeitos da exposição ao ruído de barcos no sucesso reprodutivo do xarroco (Halobatrachus didactylus), uma espécie de peixe que produz vocalizações para atrair parceiros na altura da reprodução. Dois conjuntos de ninhos artificiais foram colocados no estuário do Tejo e expostos ao som ambiente ou ao ruído de barcos durante a época reprodutiva desta espécie. Este estudo registou a ocupação dos ninhos, a presença de ovos e avaliou ainda a atividade vocal, metabolismo e as respostas ao stress. Verificou-se que o ruído de barcos não afetou a ocupação dos ninhos pelos machos, mas influenciou o sucesso reprodutivo, diminuindo a probabilidade de ter ovos nos ninhos e reduzindo o número de ovos viáveis. Os machos sujeitos ao ruído de barcos também mostraram uma atividade vocal mais baixa, diminuíram o seu metabolismo energético e apresentaram níveis ligeiramente mais altos de cortisol (uma hormona indicadora de stress). Este estudo destaca os potenciais impactos prejudiciais do ruído antrópico na reprodução e no comportamento de peixes, e consequentemente, no equilíbrio dos ecossistemas marinhos. 

Autores: Teresa Modesto e Diana Gonçalves

Revisão feita por: Alunos da turma 10º H coordenados pela Professora Carla Rêgo, na Escola Secundária João de Deus, Faro.

Nanoencapsulação da Gla Rich Protein (GRP) - nova
abordagem para o tratamento da inflamação

Área científica: Doenças Inflamatórias Crónicas

Resumo: As doenças inflamatórias crónicas (DIC) têm grande impacto na saúde da população envelhecida, a nível mundial. A Gla-Rich Protein (GRP) é uma proteína dependente da Vitamina K, que atua como inibidor da calcificação patológica e anti-inflamatório, com potencial para aplicação terapêutica. No entanto, a sua baixa solubilidade em pH fisiológico constitui um desafio à sua aplicação biomédica. Neste estudo, produzimos nanoparticulas quitosano e tripolifosfato de sódio contendo GRP (FCNG) via gelificação ionotrópica para aumentar a biodisponibilidade, estabilidade e potencial terapêutico da GRP. Os resultados revelam que estas nanoparticulas com GRP possuem características adequadas para aplicações biomédicas. A atividade anti-inflamatória das FCNG foi estudada usando modelos celulares in vitro relevantes. Células pré-tratadas com FCNG apresentavam níveis superiores de GRP intra e extracelular e uma diminuição da resposta pró-inflamatória. Estes resultados revelam o potencial terapêutico da formulação FCNG com possível aplicação em doenças inflamatórias crónicas.

Autores: Joana Carreira, Inês Baía, Bárbara Vieira, Carla Viegas e Dina Simes

Revisão feita por: Catarina Vilela, Lorena Montero e Rodrigo Neto, coordenados pela Professora Helena Villa de Brito no Colégio Internacional de Vilamoura.

O tratamento de águas residuais domésticas através de derivados de
nanoceluloses como floculantes

Área científica: Físico-química

Resumo: Os derivados biopoliméricos, obtidos de plantas, têm-se revelado uma alternativa promissora e mais sustentável que os agentes coagulantes tradicionais no tratamento de águas residuais. Este estudo avaliou o uso de derivados de celulose – nanoceluloses catiónicas (cNFC) – obtidos a partir de fontes naturais, como novos floculantes no tratamento de águas residuais domésticas através do processo mais comum, a coagulação/floculação. Foram preparados diferentes cNFC e testados em águas residuais. Para avaliar a eficácia dos derivados de celuloses nanofibriladas, determinaram-se a turvação e o carbono orgânico dissolvido (DOC) que representa a matéria orgânica contida na água. Os resultados mostraram que as cNFCs funcionam bem como agentes de floculação, especialmente em águas com níveis médios a altos de DOC, reduzindo significativamente a turvação sem aumentar o carbono dissolvido. Verificou-se também que as cNFCs ajudam a remover o carbono dissolvido, sendo, por isso, uma descoberta inovadora nesta área. As cNFCs com maior densidade de carga elétrica revelaram-se mais eficientes, mesmo em concentrações mais baixas, do que o coagulante comercial tradicional, o cloreto de ferro (III) (FeCl₃).

Autor: Margarida Ribau Teixeira, Abdullah Ismail, Bruno Medronho, Luís Alves, Jorge F.S. Pedrosa, Paulo J.T. Ferreira, Vânia Serrão Sousa, Ana M. Rosa da Costa

Revisão feita por: Mateus Matos, Abstviandra Teresa Ngandji, Regina Farinho, Adriana Pires e Laura Dourado, coordenados pelo Professor Rui Chaves na Escola Secundária José Belchior Viegas, São Brás de Alportel.

SYNGAP1 e o desenvolvimento de células progenitoras neocorticais em ratinho

Área científica: Desenvolvimento neocortical

Resumo: SYNGAP1 é uma proteína cerebral conhecida pelo seu papel na plasticidade sináptica, aprendizagem e memória. Mutações no gene SYNGAP1 humano podem causar uma doença rara do desenvolvimento cerebral caracterizada por défices cognitivos, epilepsia e autismo. Estudos recentes que utilizam organoides cerebrais humanos sugeriram que a SYNGAP1 também pode influenciar as fases iniciais do desenvolvimento cerebral, afetando a forma como as células progenitoras embrionárias neuronais se dividem e amadurecem. Neste estudo, os autores procuraram esclarecer se a SYNGAP1 desempenha um papel semelhante durante o desenvolvimento cerebral em ratinhos. Utilizando modelos de ratinhos com SYNGAP1 reduzido ou ausente, os autores examinaram cuidadosamente o número, o comportamento e o destino das células progenitoras embrionárias do neocórtex. Contrariamente às expectativas, não encontraram defeitos significativos na neurogénese cortical. Estes resultados sugerem que, pelo menos em modelos de ratinho, os sintomas neurológicos relacionados com mutações da SYNGAP1 decorrem principalmente de disfunção sináptica e não de defeitos precoces na produção de células cerebrais.

Autores: David Manjua Rijo e Soraia Barão

Revisão feita por: Tomás S, António, Martim, Pablo, Vasco, Diogo, David, Leonardo, Catarina, Matilde B, Lara P, Lara S, Tomás, Matilde C, Duarte, Afonso, Rodrigo, Martim da turma 11º C do curso de Ciências e Tecnologias, coordenados pela Professor Professor Rui Afonso na Escola Secundária José Belchior Viegas, São Brás de Alportel.

Âncora 1

Sarita Camacho

Gabinete de Comunicação e Protocolo da Universidade do Algarve

https://www.youtube.com/watch?v=8oA7udtQ9JU

https://www.behance.net/SaritaCamacho

José Bragança

Professor Catedrático em Ciências Biomédicas na Universidade do Algarve

EDITOR

José Bragança

Professor Catedrático em Ciências Biomédicas na Universidade do Algarve, Investigador no Algarve Biomedical Centre Research Institute (ABC-RI), e Diretor do Mestrado em Ciências Biomédicas - Mecanismos de Doenças da Universidade do Algarve.

EDITORES ASSOCIADOS

Álvaro Tavares

Professor Associado na Universidade do Algarve, Investigador da Universidade do Algarve, e Diretor do Mestrado em Oncobiologia e Mecanismos Moleculares do Cancro da Universidade do Algarve.

Clévio Nóbrega

Professor Catedrático na Universidade do Algarve.

COMISSÃO EDITORIAL

Eduardo Esteves

Vice-reitor para o Ensino e Inovação Pedagógica da Universidade do Algarve

António Carlos Pestana Fragoso de Almeida, Vice-Reitor para a Comunidade, Inclusão e Cultura da Universidade do Algarve

 

Manuel Célio Conceição

Professor Associado da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve


André Botelheiro

Administrador dos Serviços de Ação Social da Universidade do Algarve


Cristina Veiga Pires

Diretora executiva do Centro Ciência Viva do Algarve


Laura Alves

Coordenadora do Gabinete de Comunicação da Universidade do Algarve

ILUSTRAÇÃO E DESIGN EDITORIAL
INFORMAÇÃO SOBRE O UALGORITMO

ISSN: 2184-6170


Depósito legal: 462212/19


Para citar esta publicação: nome do(s) autor(es) (2026). Título do artigo. Ualgoritmo 8, número 1: pp. intervalo de páginas.


Acessível online em:

 

https://ualgoritmo.wixsite.com/website

 

http://hdl.handle.net/10400.1/12772

https://viewer.joomag.com/ualgoritmo-51-julho-2023/0939467001689871652?short&

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UALGORITMO

Universidade do Algarve

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